Documentários

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

cumulo do acumulo?





o cumulo do acumulo é a politicagem no brasil
o que se torna mais um furo várias reportagens que o mundo inteiro viu
o desespero por dinheiro será que agente não vê que tá explodindo uma guerra civil?
porque a massa de manobra ninguém cobra, ninguém dá nem um piu.

ei! malandragem!
porque será que o ser humano tem mania de tirar vantagem
está aqui só de passagem
sem saber que no final dessa viajem não precisa bagagem 
só pode estar de sacanagem
porque não sabe que você e seu dinheiro não mais interagem ao morrer!
ei! malandragem!
porque será que o ser humano tem mania de tirar vantagem
está aqui só de passagem
sem saber que você e seu dinheiro não mais interagem ao morrer!

onde já se viu deixar acontecer
reclamações e mais reclamações
já não se conhece o valor do nascer de um dia
parei pra pensar a cá com meus botões
quelé que é? oque que há?
sabemos de tudo e ao mesmo tempo não sabemos de nada, nada...



Desenhos: Gil Vicente 
Letra da música: Banda Rupestre

terça-feira, 28 de setembro de 2010






A informação não é experiência. E mais, a informação não deixa lugar para a experiência, ela é quase o contrário da experiência, quase uma antiexperiência. Por isso a ênfase contemporânea na informação, em estar informados, e toda a retórica destinada a constituir-nos como sujeitos informantes e informados; a informação não faz outra coisa que cancelar nossas possibilidades de experiência. O sujeito da informação sabe muitas coisas, passa seu tempo buscando informação, o que mais o preocupa é não ter bastante informação; cada vez sabe mais, cada vez está melhor informado, porém com essa obsessão pela informação e pelo saber (mas saber não no sentido de "sabedoria", mas no sentido de "estar informado") o que consegue é que nada lhe aconteça.

[...] Nós, em nossa arrogância, passamos a vida opinando sobre qualquer coisa sobre que nos sentimos informados. E se alguém não tem opinião, se não tem uma posição própria sobre o que se passa, se não tem um julgamento preparado sobre qualquer coisa que se lhe apresente, sente-se em falso, como se lhe faltasse algo essencial. E pensa que tem que ter uma opinião. Depois da informação, vem à opinião. No entanto, a obsessão pela opinião também anula nossa possibilidade de experiência, também faz com que nada nos aconteça.

[...] O sujeito moderno não só está informado e opina, mas também é um consumidor voraz e insaciável de notícias, de novidades, um curioso impenitente, eternamente insatisfeito. Quer estar permanentemente excitado e já se tornou incapaz de silêncio. Ao sujeito do estímulo, da vivência pontual, tudo o atravessa, tudo o excita, tudo o agita, tudo o choca, mas nada lhe acontece. Por isso a velocidades e o que ela provoca, a falta de silêncio e de memória, é também inimiga mortal da experiência.

[...] Esse sujeito da formação permanente e acelerada, da constante atualização, da reciclagem sem fim, é um sujeito que usa o tempo como um valor ou como uma mercadoria, um sujeito que não pode perder tempo, que tem sempre que aproveitar o tempo, que não pode protelar qualquer coisa, que tem que seguir o passo veloz do que se passa, que não pode ficar para trás, por isso mesmo, por essa obsessão por seguir o curso acelerado do tempo, este sujeito já não tem tempo.

[...] requer parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar, olhar mais devagar, e escutar mais devagar; parar para sentir, sentir mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão, escutar aos outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço.

[...] É incapaz de experiência aquele a quem nada lhe passa, a quem nada lhe acontece, a quem nada lhe sucede, a quem nada o toca, nada lhe chega, nada o afeta, a quem nada o ameaça, a quem nada ocorre.

texto: Jorge Larrosa em Notas sobre a experiência e o saber de experiência
fotografia: Cyane Pacheco

segunda-feira, 27 de setembro de 2010





O poeta municipal
discute com o poeta estadual
qual deles é capaz de bater o poeta 
federal.
Enquanto isso o poeta federal
tira ouro do nariz.

Drummond in: 
"Carlos Drummond de Andrade – poesia completa"


imagem: black block

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Vandativismo

Pois é, enquanto a "democracia" é esmurrada na cara e a "justiça" castrada pelos poderosos  alguns jovens decidem fazer alguma coisa pra variar. A Lei Eleitoral n° 12.034, diz: Nas árvores e nos jardins localizados em áreas públicas, bem como em muros, cercas e tapumes divisórios, não é permitida a colocação de propaganda eleitoral de qualquer natureza, mesmo que não lhes cause dano. É permitida a colocação de cavaletes, bonecos, cartazes, mesas para distribuição de material de campanha e bandeiras ao longo das vias públicas, desde que móveis e que não dificultem o bom andamento do trânsito de pessoas e veículos, entre outras regras. Cabe à fiscalização retirar as placas irregulares, mas parece que ela ta muito ocupada coçando o saco.





Movimento Vandativista

terça-feira, 21 de setembro de 2010

agora vai?



As manifestações tão voltando... o cara joga um saco de lixo e é preso o filhodeumaputa
rouba sei lá quanto, e ta de boa? isso é democracia?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Vida e Débito (Life and Debt)

O documentário, produzido e dirigido por Stephanie Black,narra como a agiotagem do Fundo Monetário Internacional, através de mecanismos de dívida, consegue dominar e arruinar a Jamaica. 
Entrevistas entre ministros, rastafaris, fazendeiros e até canastrões de colarinho branco mostram como o outro lado da globalização pode ser sombrio.
Portanto, acendam seus pensamentos e se preparem para ficar com os dreads arrepiados.


Abaixo o link para download do filme em formato AVI e uma legenda bem mediocre, se alguem achar uma melhor por favor avise.




DÁ UM LOAD

domingo, 19 de setembro de 2010