Documentários

quinta-feira, 31 de março de 2011

dó do povo


 "PITY THE NATION"



     Pity the nation whose people are sheep
   And whose shepherds mislead them 
     Pity the nation whose leaders are liars
      Whose sages are silenced
       And whose bigots haunt the airwaves
      Pity the nation that raises not its voice
          Except  to praise conquerers
       And acclaim the bully as hero
          And aims to rule the world
              By force and by torture
          Pity the nation that knows 
        No other language but its own
      And no other culture but its own
    Pity the nation whose breath is money
    And sleeps the sleep of the too well fed
      Pity the nation oh pity the people
        who allow their rights to  erode 
        and their freedoms to be washed away
               My country, tears of thee
           Sweet land of liberty!





imagens e texto: lawrence ferlinghetti

quinta-feira, 24 de março de 2011

good vibe its fry day...



A consistent thinker is a thoughtless person, because he conforms to a pattern; he repeats phrases and thinks in a groove. 








It's no measure of health to be well adjusted to a profoundly sick society.  





All ideologies are idiotic, whether religious or political, for it is conceptual thinking, the conceptual word, which has so unfortunately divided man. 





Religion is the frozen thought of man out of which they build temples. 


Jiddu Krishnamurti

domingo, 20 de março de 2011

No olhar da mais bela


Perguntei ao rei
naquele dia, se errei ou honrei
quando então extingui sua lei.

Pedi ao céus o fim dos véus
selando velas,
implorando pela paz dos ihéus.

Através dos revés
sopram ventos, sobem marés
conveniente elevar a mente
onde o mundo sequer toca meus pés.

Vai da merda ao cogumelo,
da miséria ao amor
a cor da flor do sentimento mais belo.

Se ao sentir
surtir um surto interno pleno,
se soar ao ressoar
e se soro virar veneno.

Julgo justo justificar
minha jornada rumo ao nada
surpresa muito inesperada
ver dinheiro invisível
pesar mais de tonelada.

Conseguir voltar ao vir
transgredir, transcender
transbordar saber, prazer.

Ao pisar, ao pensar
apesar de tentar.
Transportar, transformar
até escuridão em arte de amar.


Arte: (Olhar Intenso) Daniel Barcellos
Texto: Storvo

sábado, 19 de março de 2011

kill all the white man...



“O primeiro homem que, havendo cercado um pedaço de terra, disse “isso é meu”, e encontrou pessoas tolas o suficiente para acreditarem nas suas palavras, este homem foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, guerras e assassínios, de quantos horrores e misérias não teria poupado ao gênero humano aquele que, arrancando os marcos, ou tapando os buracos, tivesse gritado aos seus semelhantes: Livrem-se de escutar esse impostor; pois estarão perdidos se esquecerem que os frutos são de todos, e a terra de ninguém!”
Rousseau

ready or not





Ideas are far more powerful than guns. We don't let our people have guns. Why should we let them have ideas


Joseph Stalin.

ANTI FLAG AMÉRICA LATINA!



24/03 - BAR OPINIÃO - PORTO ALEGRE - BRASIL
25/03 - JOHN BULL MUSIC HALL - CURITIBA - BRASIL
26/03 - CARIOCA CLUB - SÃO PAULO - BRASIL
27/03 - EL TEATRO FLORES - BUENOS AIRES - ARGENTINA

SAAAY YOUR PRAYERS!

quinta-feira, 17 de março de 2011



sobre a hipótese de agendamento: The Agenda-Setting Function of Mass Media

quarta-feira, 16 de março de 2011

Maybe it was just bad acid..

Não me repreenda, ou se arrependa
porque a pressão é forte e tu sem sorte se arrebenta
não se contenta com quem ostenta
e usa o dinheiro pra esconder que sua velocidade é lenta.

Eu vejo pela rua alguns caídos sem escolha
o sistema centrifugando a sua alma, não se encolha
de algum lado dos muros, você vive em uma bolha
por favor nunca acorde quem caminha enquanto sonha
é a quadrada ou um quadrado derretendo na sua boca
a lata que mata carburando quando a esperança é pouca.

Do ócio ao ópio, amor ao ódio, é uma disputa pelo pódio
do conformismo ao consumismo um sentimento ilusório
da luz do ouro, o som do estouro permanece transitório
para o rancor do devedor um nada simplório precatório.

Eu tô mostrando os dentes mas dessa vez num tô sorrindo
nego deslumbra, se perdeu, tá se iludindo, achando tudo lindo
feliz com o pouco que estou tendo, meu bem mais valioso é meu tempo
voando sempre contra o vento, meu raciocínio eu não vendo.

Texto: Don Bertoni
Imagem: Ricardo "Concha" Tonietto

segunda-feira, 14 de março de 2011

the world is yours


“You know what capitalism is? Gettin’ fucked!”

Scarface


sábado, 12 de março de 2011

you know they are a liar?



"As botinas, os chapéus petulantes, o linho das roupas brancas, as gravatas ligeiras, pareciam dizer-me: ‘Veste-me, ó idiota! Nós somos a civilização, a honestidade, a consideração, a beleza e o saber. Sem nós não há nada disso; nós somos, além de tudo, a majestade e o domínio!"
 

"Não pretendo fazer coisa alguma pela pátria, pela família, pela humanidade. De resto, acresce que nada sei de história social, política e intelectual do país; que nada sei de geografia; que nada entendo de ciências sociais (…) vou dar um excelente deputado”

Rote 420, desenho: Goiabinha
Frases: Lima Barreto

porque autoridades nao gostam de mascaras?

Conspiração da pólvora
"Remember, remember the fifth of November,
Gunpowder, treason, and plot,
I know of no reason why the gunpowder treason
Should ever be forgot.
Guy Fawkes, Guy Fawkes, 'twas his intent
To blow up the King and Parliament.
Three score barrels of powder below,
Poor old England to overthrow;
By God's providence he was catch'd
With a dark lantern and burning match.
Holloa boys, holloa boys, make the bells ring.
Holloa boys, holloa boys, God save the King!
Hip hip hoorah!
A penny loaf to feed the Pope.
A farthing o' cheese to choke him.
A pint of beer to rinse it down.
A faggot of sticks to burn him.
Burn him in a tub of tar.
Burn him like a blazing star.
Burn his body from his head.
Then we'll say ol' Pope is dead.
Hip hip hoorah!
Hip hip hoorah hoorah!
"Lembrai, lembrai do 5 de novembro"
"A polvora, a traição e o ardil"
"Não sei de Nenhuma razão para que a traição da pólvora"
"Seja algum dia esquecida"
"Guy Fawkes,Guy Fawkes, esta era sua intenção"
"Explodir o rei e o Parlamento"
"Três montes de barris de polvora abaixo"
"Para derrubar a pobre Inglaterra"
"Pela providencia divina foi capturado"
"Com uma laterna escura e um fósforo"
"Halloa boys,Halloa boys, façam os sinos tocar"
"Halloa boys,Halloa boys, Deus salve o Rei"
"Hip hip Horray"
Uma migalha de pão para alimentar o Papa.
Uma fatia de queijo para sufocar ele.
Uma taça de cerveja para lava-lo.
Um feixe de varas para queimá-lo.
Queime-o em um banho de alcatrão.
Queime-o como uma estrela brilhante.
Queimar o seu corpo a partir de sua cabeça.
Então, vamos dizer o Papa está morto.
Hip hip hoorah!
Hip hip hoorah hoorah!

quinta-feira, 10 de março de 2011


Com a cara torta e o pé na porta o porco vem atirando, mirando na sua aorta.
pela sua horta, sua alma morta
é tudo que deseja a elite e sua corja.

                                                          
No banco te dão o crédito, a corda
querem te enforcar, é uma cilada, acorda
eu sei, tamo quebrado, tá foda
então abre o olho irmão, se não tu roda.

Escrementos, mal julgamentos
tantos preceitos, maleficíos
preconceitos, infinitos vícios
empreiteiros, imundos, nocivos
sua mão gorda nos aponta
como vagabundos, subversivos

Moleque com cola na sacola
não encomoda, vira estatística
é morto, esquecido, sem teste de balística
é a logística do governo, a máquina do estado
os 3 poderes corrompidos pelo rato engravatado.

Texto: Johnny
Fotos: here and there.

sábado, 5 de março de 2011

nem peço.

e começo aqui e meço aqui este começo e recomeço e remeço e arremesso



e aqui me meço quando se vive sob a espécie da viagem o que importa


não é a viagem mas o começo da por isso meço por isso começo escrever


mil páginas escrever milumapáginas para acabar com a escritura para


começar com a escritura para acabarcomeçar com a escritura por isso


recomeço por isso arremeço por isso teço escrever sobre escrever é


o futuro do escrever sobrescrevo sobrescravo em milumanoites miluma-


páginas ou uma página em uma noite que é o mesmo noites e páginas


mesmam ensimesmam onde o fim é o comêço onde escrever sobre o escrever


é não escrever sobre não escrever e por isso começo descomeço pelo


descomêço desconheço e me teço um livro onde tudo seja fortuito e


forçoso um livro onde tudo seja não esteja um umbigodomundolivro


um umbigodolivromundo um livro de viagem onde a viagem seja o livro


o ser do livro é a viagem por isso começo pois a viagem é o começo


e volto e revolto pois na volta recomeço reconheço remeço um livro


é o conteúdo do livro e cada página de um livro é o conteúdo do livro


e cada linha de uma página e cada palavra de uma linha é o conteúdo


da palavra da linha da página do livro um livro ensaia o livro


todo livro é um livro de ensaio de ensaios do livro por isso o fim-


comêço começa e fina recomeça e refina e se afina o fim no funil do


comêço afunila o comêço no fuzil do fim no fim do fim recomeça o


recomêço refina o refino do fum e onde fina começa e se apressa e


regressa e retece há milumaestórias na mínima unha de estória por


isso não conto por isso não canto por isso a nãoestória me desconta


ou me descanta o avesso da estória que pode ser escória que pode


ser cárie que pode ser estória tudo depende da hora tudo depende


da glória tudo depende de embora e nada e néris e reles e nemnada


de nada e nures de néris de reles de ralo de raro e nacos de necas


e nanjas de nullus e nures de nenhures e nesgas de nulla res e


nenhumzinho de nemnada nunca pode ser tudo pode ser todo pode ser total


tudossomado todo somassuma de tudo suma somatória do assomo do assombro


e aqui me meço e começo e me projeto eco do comêço eco do eco de um


começo em eco no soco de um comêço em eco no oco de um soco


no osso e aqui ou além ou aquém ou láacolá ou em toda parte ou em


nenhuma parte ou mais além ou menos aquém ou mais adiante ou menos atrás


ou avante ou paravante ou à ré ou a raso ou a rés começo re começo


rés começo raso começo que a unha-de-fome da estória não me come


não me consome não me doma não me redoma pois no osso do comêço só


conheço o osso o osso buço do comêço a bossa do comêço onde é viagem


onde a viagem é maravilha de tornaviagem é tornassol viagem de maravilha


onde a migalha a maravilha a apara é maravilha é vanilla é vigília


é cintila de centelha é favilha de fábula é lumínula de nada e descanto


a fábula e desconto as fadas e conto as favas pois começo a fala

Haroldo de Campos

quinta-feira, 3 de março de 2011

04/03/11


    Acendeu-se a babilônia, da sala, até de madrugada se ouvem os ruidos agonizantes da implacável máquina, rangendo suas engrenagens como se rangesse os dentes de raiva. Enquanto os postes se inflamam no continente, fica mais clara a sua linguagem. Os carros passando rápido, muito barulho, o motor, o escapamento, o pneu de borracha na pista molhada, tudo isso soava como um murmúrio desesperado por um pouco de lucidez - Que porra vocês estão fazendo de suas vidas? - Posso jurar que ouvi aquela Combi me dizer claramente - Será que só eu vejo que tem algo errado?
E as queixas lamentáveis continuam até de manha
quando todos acordam e já não tem tempo
para ouvir
mais
nada.


Texto: Leprexton
Arte: Provavelmente JR

terça-feira, 1 de março de 2011

Boa ação do dia


ENTREVISTA COM OZI

a wise man once said nothing



"Não existe solução permanente para nada na vida" Ferreira Gullar


crer em não crer
acreditar em desacreditar.
questionar, perguntar.


mestre Gullar avisou
anti dogmático sou
assim falou
a esquerda acabou
só o capitalismo sobrou
ganancioso,
explorador. resvalou nos matou.


o que restou?
não sei,
mas questionar eu vou.
assim rimou?


o trabalhador conquistou?
o ditador ficou.
o povo que pagou.

só lamentou? 
ou chorou.


nem quis olhar, quero parar.
assim não dá
seguimos sem lar?


anônimo